



Disparidades socioeconômicas associadas ao HIV entre jovens gays/outros homens que
fazem sexo com homens (HSH) na América Latina
De acordo com a pesquisa, modelos de regressão logística multivariáveis avaliaram os fatores
associados à prevalência autorreferida pelo HIV entre esse público de cada país. Os modelos
foram ajustados de acordo com a região geográfica: raça (branco ou não branco, exceto para o
México), renda mensal (baixa ou média/alta), escolaridade (menor ou maior que o ensino
médio), parceiro fixo (sim ou não), atração sexual (homens, mulheres ou ambos) e tempo
decorrido desde o último teste de HIV (menos de um ano ou mais de um ano).
Os principais resultados foram: entre os 43.687 que iniciaram os questionários, 27.475 (62,9%)
relataram os status de HIV. Destes, 7.055 (25,7%) eram jovens gays/HSH e foram incluídos na
análise, com cerca de 83% confirmando a realização de teste de HIV no ano anterior e 630
(8,9%) relatando soropositividade.
A baixa renda foi associada a maiores chances de prevalência autorreferida pelo HIV no Brasil e
no Peru, mas não no México. Menores índices educacionais também foram associados a
maiores chances de prevalência autorreferida pelo HIV no Brasil, mas não nos outros dois
países. Os jovens gays/HSH, sexualmente atraídos apenas por homens, dos três países, tiveram
pelo menos duas vezes mais chances de prevalência autorreferida do HIV do que aqueles que
preferem mulheres ou ambos.
O estudo concluiu que a incidência de HIV entre esse público foi alta e que as disparidades
econômicas foram associadas a maiores chances de prevalência autorreferida pelo HIV.
Intervenções para aumentar a conscientização sobre as tecnologias de prevenção, incluindo a
PrEP para o público jovem, gay/HSH em desvantagem socioeconômica, são urgentes na
América Latina.
Para acessar o pôster, acesse
*Autores do trabalho: Thiago Torres, Lara Coelho, Kelika A. Konda, E. Hamid Vega-Ramirez,
Oliver A. Elorreaga, Dulce Diaz-Sosa, Brenda Hoagland, Cristina Pimenta, Marcos Benedetti,
Beatriz Grinsztejn, Carlos Cáceres e Valdiléa Veloso, do Estudo ImPrEP.