top of page

Com a palavra

Laylla Monteiro

fotoLaylla.jpeg

A IMPORTÂNCIA DO DIA NACIONAL DA VISIBILIDADE TRANS

 

No dia 29 de janeiro, o Brasil comemora o Dia Nacional da Visibilidade Trans, data para lá de importante para travestis, transexuais e população LGBTQI em geral. Nesta entrevista, Laylla Monteiro, assistente de pesquisa clínica para população trans e educadora comunitária do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI), da Fiocruz, fala sobre a data e as principais lutas e direitos que vêm sendo conquistados.

 Confira...

Quando e por que foi criado o Dia Nacional da Visibilidade Trans?

O Dia Nacional da Visibilidade Trans foi criado pelo Ministério da Saúde em 2004, quando 27 travestis, mulheres e homens trans entraram no Congresso Nacional, em Brasília, para lançar a campanha "Travesti e Respeito", do então Programa Nacional de DST/ Aids e Hepatites, do ministério, buscando reconhecimento à dignidade dessa população. Essa foi a primeira campanha idealizada e organizada pela própria população de travestis e transexuais, para promoção de respeito e cidadania.

Fale um pouco sobre a importância desse dia.

Trata-se de um marco na história do movimento nacional trans, principalmente no sentido de destacar as especificidades e reconhecimento dessa população dentro do movimento LGBTQI. Um marco na luta por direitos, acesso à saúde e à cidadania.

O que está sendo feito no Brasil em prol dessa causa?

Temos algumas frentes do movimento, como a Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) e a Rede Trans, entidades que atuam junto à população trans na luta contra a transfobia, na busca pelo direito à identidade de gênero, ao uso do nome social, à garantia de documentos, ao uso do banheiro feminino, e a questões ligadas à empregabilidade de pessoas trans, chamando a atenção sobre as diversas situações de vulnerabilidade social que vive essa população. Além disso, realizam variados eventos específicos.

Como é comemorado esse dia no país?

Acontecem diversas programações Brasil afora. No Rio de Janeiro, por exemplo, o INI realizou em 2015 o primeiro Dia Nacional da Visibilidade Trans da Fiocruz, onde foi montada uma programação especial para o evento, o que acabou resultando, no ano seguinte, no aproveitamento de pessoas trans em diversos trabalhos da instituição. De lá para cá, fomos aprimorando as programações, sendo que, este ano, aconteceram mesas de saúde, shows, performances com voluntários, com significativa participação de cerca de 150 pessoas nas atividades. Também merece destaque o Fórum de Articulação Estadual de Travestis e Transexuais do Rio de Janeiro, que promoveu uma semana inteira de eventos ligados à visibilidade trans em diversos espaços públicos.

Como avalia os resultados do Dia Nacional da Visibilidade Trans?

São resultados positivos. No INI/Fiocruz, por exemplo, já podemos constatar aumento no número de pessoas trans acessando os serviços de saúde oferecidos, comparecendo aos programas, marcando território. O corpo trans é um corpo político e é muito importante quando ele se faz presente em algum espaço público.

Como enfrentar os desafios que ainda existem?

O maior desafio, hoje, é manter os nossos direitos e a nossa integridade física, já que não há empatia por parte dos governos atuais com os movimentos trans e LGBTQI. Vivemos um retrocesso em termos de políticas públicas em relação às minorias, que diariamente enfrentam e sobrevivem à transfobia.

LogoCor.png

Saiba + sobre o

ImPrEP

  • Facebook Social Icon
  • Twitter Social Icon
Logo FICORUZ (6).jpg
ASSINATURA_MS_GOVERNO_HORIZONTAL (1).jpg
Simbolo_Logo.png
Unitaid_Logo.jpg
bottom of page