ImPrEP CAB Brasil: plena operação nas cinco regiões do país
Iniciativa do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fiocruz (INI/Fiocruz), em parceria com o Ministério da Saúde do Brasil, o ImPrEP CAB Brasil tem como objetivo principal verificar a viabilidade de implementação do cabotegravir injetável de longa duração (CAB-LA), também conhecido como PrEP injetável, como mais uma alternativa de prevenção ao HIV via Sistema Único de Saúde. Trata-se de um estudo pioneiro no mundo na construção da oferta do CAB-LA como política pública de saúde.
O projeto pretende alcançar inicialmente 1.200 participantes gays, bissexuais e outros homens que fazem sexo com homens (HSH), pessoas não-binárias, travestis, mulheres e homens trans HIV negativos, de 18 a 30 anos, que nunca usaram PrEP e que voluntariamente a buscam nos centros de estudo ImPrEP.
Esses centros estão localizados no Rio de Janeiro (INI/Fiocruz), São Paulo (Centro de Referência e Treinamento em DST/Aids), Salvador (Centro Especializado em Diagnóstico, Assistência e Pesquisa), Campinas (Centro de Referência Municipal em IST, HIV/Aids e Hepatites Virais), Florianópolis (Centro de Testagem e Aconselhamento – Policlínica) e Manaus (Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado).
Os interessados em usar a PrEP que procuram esses serviços públicos de saúde podem optar entre a modalidade oral e a injetável, desde que estejam dentro dos critérios de inclusão. Para fazer a escolha, recebem informações específicas sobre cada esquema, visando saber qual delas melhor atende ao seu estilo de vida, incluindo conteúdos por meio de mHealth (ferramenta digital de educação em saúde) para parte dos voluntários incluídos no projeto.
Preferência inicial
De acordo com os dados iniciais, a modalidade injetável, até o momento, vem tendo a preferência dos participantes, cujas razões estão sendo analisadas em estudos qualitativos, além de estudos de impactos econômicos e epidemiológicos acerca da oferta do CAB-LA.
Outro aspecto importante já revelado no dia a dia do estudo diz respeito ao que, inicialmente, sugeria ser uma barreira: as três horas de duração da primeira visita, da qual, se aprovado para participação no estudo, o voluntário que opta pelo CAB- LA já sai com a primeira injeção tomada.
O tempo estabelecido para o cumprimento dos procedimentos definidos, que incluem testagem rápida do HIV e de outras IST, bem como o exame de carga viral, vêm apresentando uma resposta positiva, contando com o entendimento dos participantes quanto à necessidade de cumprimento de todo o protocolo previsto do estudo, e com atividades complementares propostas pelos educadores e educadoras de pares do projeto.
Principais etapas de construção do ImPrEP CAB Brasil
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Desenho do protocolo do estudo, com a descrição detalhada dos procedimentos para a devida disponibilização do CAB-LA, e aprovação ética;
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Negociação com fornecedores para fornecimento do medicamento;
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Mapeamento de processos para estabelecimento dos fluxos adequados de cada centro de estudo para a oferta da PrEP injetável na primeira visita e nas visitas de segmento;


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Capacitação sobre o estudo para 80 profissionais dos centros, entre pesquisadores e pesquisadoras principais, coordenadores e coordenadoras de estudo, aconselhadores e aconselhadoras, e educadores e educadoras de pares, além de representantes do Ministério da Saúde.
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Realização de subestudo qualitativo sobre a percepção de barreiras e facilitadores em torno do CAB-LA junto a provedores dos centros que já haviam participado do estudo HPTN 083;
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Criação de ferramenta de mHealth (conteúdos digitais de saúde), em formato de vídeo, e de estratégia do uso do WhatsApp para lembrar aos participantes interessados as visitas para aplicação das injeções;
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Realização de estudo do algoritmo de testagem e diagnóstico para HIV específico para o estudo (passo a passo laboratorial), levando-se em consideração a natureza do medicamento de longa duração;
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Estabelecimento de sistema de recolhimento de dados e de gestão das amostras de laboratório;
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Promoção de encontros com potenciais participantes para avaliarem a abordagem de comunicação e a ferramenta de mHealth;
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Elaboração de planos de trabalho para mobilização comunitária visando à ampliação do conhecimento sobre prevenção combinada e, em especial, sobre PrEP.
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