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Democratização da PrEP à população LGBT

Alessandra Ramos

Julio Moreira

Conheça o trabalho de dois integrantes do Comitê Comunitário Assessor do projeto ImPrEP, que tem como um dos seus objetivos construir uma ponte entre os princípios do estudo e as populações-alvo, colaborando na disseminação das informações e na acessibilidade à política pública nacional de oferta da profilaxia pré-exposição (PrEP).

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Com a palavra

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coordenadores comunitários para população trans e HSH do projeto ImPrEP.

ER - Qual a função do Comitê Comunitário Assessor no projeto ImPrEP?

 

ARamos - O comitê tem a função de monitorar e participar na elaboração das políticas de implementação do ImPrEP, principalmente na mobilização comunitária, ou seja, na participação do movimento social dentro do projeto. Também busca verificar quais são as questões que devem ser avaliadas para a melhoria contínua do estudo e dos seus resultados. Uma das funções do comitê é pensar como atingir as populações mais

vulneráveis à infecção pelo HIV, que tem menos acesso à oferta de PrEP, já que o perfil de usuário da profilaxia ainda é o homem branco, de classe média alta, que possui conhecimento a respeito do assunto.

ER - Qual o perfil dos integrantes do comitê?

JMoreira – Hoje, o comitê é composto por lideranças comunitárias ligadas a redes e ONGs, particularmente das populações gay/homens que fazem sexo com outros homens (HSH), travestis e mulheres transexuais com risco substancial de infecção por HIV. São nove integrantes, incluindo gays, travestis e transexuais, dos seguintes

estados: Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Pernambuco, Amazonas, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, além do Distrito Federal.

ER - Quais são as principais contribuições do comitê para o projeto?

 

ARamos - Pensar os desafios e demandas para a criação de mobilização junto à comunidade LGBT, estratégias de alcance, envolvimento e retenção dos públicos-alvo, por meio das organizações que esses grupos representam, levando informações sobre prevenção combinada e PrEP. Também colaboram na conexão com os centros de estudos do projeto e em como as pessoas podem acessar os benefícios do projeto.

ER - Quais são os principais desafios?

JMoreira – Mobilizar as ONGs para executar o papel de disseminação das informações segundo o princípios do ImPrEP. Para isso, são fornecidos recursos para apoiar sua participação em atividades de instrução junto às comunidades. No entanto, muitas vezes, os papéis se confundem. Daí ser necessário executar um trabalho de

sensibilização por parte da gestão do projeto, para as informações científicas e a própria oferta da PrEP serem encaradas como elementos essenciais de benefício para as populações-chave atendidas por essas organizações. Afinal, são seus/suas ativistas que possuem o conhecimento territorial e as várias formas de entrada e abordagem junto às comunidades que desejamos atingir.

ER - Qual a importância pessoal e/ou profissional de participar de uma instância

como o comitê?

ARamos – A importância pode ser traduzida no alcance do próprio trabalho, já que inclui elaborar e auxiliar nas diretrizes de participação comunitária, como também atuar junto aos educadores de pares do projeto visando a colaborar na organização das suas atividades. Vale citar que um grupo integrado por educadores de pares,

representantes do comitê e da equipe de comunicação forma o que a gente chama de “componente comunitário” do projeto. Pessoalmente, fazer parte do comitê é um marco histórico, por poder participar de uma política que está sendo implementada levando em consideração o movimento social, que pode exercer um papel vital no

ajuste do perfil da população alcançada, atingindo grupos mais vulneráveis dentro dessa população.

JMoreira - Contribuir para o monitoramento e avaliação de uma política pública nacional, no caso a implementação da metodologia da PrEP junto a populações com maior vulnerabilidade e risco acrescido à infecção pelo HIV. Esse papel é de suma importância e reforça o papel do estado participativo. Fazer parte do comitê é contribuir além da ciência, via ampliação das políticas públicas na área da prevenção e manutenção do exercício da democracia por intermédio do controle social.

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